Hirokazu Koreeda

Nascimento: 06/06/1962
Atividade: Diretor, roteirista, editor e produtor
Nacionalidade: Japão


Principais prêmios e indicações:

  • 80 vitórias e 132 indicações no total
  • Oscar 2019 - Melhor Filme Internacional - Assunto de Família (INDICADO)
  • Festival de Cannes 2018 - Palma de Ouro - Assunto de Família (VENCEDOR)
  • Festival de Cannes 2013 - Prêmio do Júri - Pais e Filhos (VENCEDOR)
  • Festival de Veneza 1995 - Melhor Diretor - A Luz da Ilusão (VENCEDOR)

Citação:

“Os filmes precisam mais de pessoas do que de histórias."

Curiosidades:

Ao contrário da prática padrão da indústria, onde atores mirins decoram falas e ensaiam exaustivamente, Koreeda não entrega o roteiro para as crianças na maioria de seus filmes. Em vez disso, ele utiliza uma técnica de oralidade e reação imediata: durante as filmagens, Koreeda explica a situação da cena para a criança apenas momentos antes de rodar ou, frequentemente, sussurra a fala exata que a criança deve dizer logo antes da câmera começar a gravar (ou até durante a tomada, cortando sua própria voz na edição).

Biografia

Hirokazu Koreeda (Tóquio, 1962) é considerado um dos humanistas mais vitais do cinema contemporâneo mundial. Graduado em Literatura pela Universidade de Waseda, iniciou sua trajetória profissional na produtora TV Man Union dirigindo documentários televisivos, uma base técnica que definiu permanentemente sua estética ficcional, marcada pelo naturalismo observacional, uso de luz ambiente e uma direção de atores voltada para a espontaneidade. Estreou no cinema com A Luz da Ilusão (1995), premiado no Festival de Veneza, estabelecendo desde cedo sua assinatura autoral focada na memória, no luto e, sobretudo, nas complexas dinâmicas das famílias não convencionais.

Embora seja frequentemente comparado ao mestre clássico Yasujirō Ozu devido à temática doméstica, Kore-eda cita o realismo social do britânico Ken Loach como sua influência mais direta. Sua carreira é pontuada por uma presença constante nos principais festivais do mundo, com destaque para obras como Ninguém Pode Saber (2004), que redefiniu a direção de elenco infantil, e Pais e Filhos (2013), vencedor do Prêmio do Júri em Cannes. A consagração definitiva ocorreu com Assunto de Família (2018), que lhe rendeu a Palma de Ouro e uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Recentemente, expandiu sua atuação para produções internacionais e colaborações com roteiristas externos, como no premiado Monster (2023), reafirmando sua versatilidade e relevância no mercado de cinema de arte global.