
Estrelado por Anaïs Demoustier e Vincent Lacoste, o drama romântico e histórico, “É Tempo de Amar”, estreia 6 de março nos cinemas.
Baseado em uma historia verídica da família da diretora Katell Quillévéré, o filme resgata um amor marcado pelos desafios sociais do pós Segunda Guerra Mundial.
Apresentado na seção Cannes Première do Festival de Cannes 2023, É Tempo de Amar é um drama romântico de época estrelado por Anaïs Demoustier (Elles) e Vincent Lacoste (Conquistar, Amar e Viver Intensamente), ambos vencedores do Prêmio César anteriormente. Inspirado por um caso real dentro da família da diretora, o filme narra a história de Madeleine, uma mãe solteira que, nos anos 1950, encontra uma inesperada segunda chance no amor com François, um jovem estudante de uma família tradicional. Entre segredos, convenções sociais e os traumas do passado, a relação se torna um delicado retrato da busca por identidade e aceitação.
O projeto surgiu a partir da história da própria avó de Quillévéré, que manteve em segredo por muitos anos o fato de ter tido um relacionamento com um soldado alemão durante a ocupação nazista na França. A cineasta sempre suspeitou de um mistério em torno da vida de sua avó, mas foi apenas através do incentivo de seu companheiro que começou a desvendar essa história. "Ela conheceu meu avô quatro anos depois, em uma praia na Bretanha. Ele era de um meio social muito mais abastado que o dela. Ele se casou com ela contra a vontade dos pais e adotou o filho dela. O segredo sobre a verdadeira paternidade dessa criança foi descoberto muito tarde. Minha avó tinha mais de 80 anos e meu avô já havia morrido há muito tempo. O casal e seu mistério sempre me intrigaram", explica a diretora. Esse ponto de partida pessoal foi transformado em um roteiro ficcional que examina as dores e desafios de uma mulher que vive à margem das convenções sociais da época.
Com influências do cinema de Douglas Sirk e elementos de melodrama, É Tempo de Amar examina com sensibilidade as contradições das relações humanas, em um período em que o preconceito ditava o destino de muitos. A narrativa se ancora em um minucioso trabalho de reconstituição histórica, incluindo imagens reais de mulheres tosquiadas após a Segunda Guerra Mundial.
Além do reconhecimento crítico, o filme também conquistou um expressivo desempenho de público na França. Foi indicado à prestigiada Queer Palm no Festival de Cannes, além de ter sido nomeado ao Lumière Awards na categoria de Melhor Ator para Vincent Lacoste.